terça-feira, 18 de julho de 2017
Proposta de redação
A partir da leitura dos
textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa
sobre o tema O suicídio
entre os jovens brasileiros – como
falar sobre o ato sem promovê-lo? Apresente
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e
relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu
ponto de vista.
TEXTO
I
As buscas pela palavra
"suicídio" no Google aumentaram 100% no Brasil na terceira semana de
abril, na comparação com o mesmo período de 2015. A empresa também registrou
aumento repentino na procura por expressões como "suicídio indolor" e
"suicídio rápido".
Neste mesmo mês, que marcou o lançamento no país da série 13 Reasons Why - produção da Netflix sobre uma
adolescente que registra em vídeo os motivos que a levaram a se suicidar -,
houve um boom nas buscas por imagens relacionadas a suicídio.
Abril também trouxe notícias sobre suicídios consumados e tentados em
diferentes Estados do país, como Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa
Catarina e Paraíba. Em alguns casos, a polícia investiga possível relação com
um jogo virtual chamado Baleia Azul, que estaria induzindo adolescentes a
automutilações e ao suicídio. Os casos reacenderam a discussão sobre como
tratar temas polêmicos sem incentivar imitações no mundo real, o chamado
"efeito Werther", referência a um livro do século 18 que desencadeou
uma onda de suicídios na Europa.
http://www.bbc.com/portuguese/geral-39714347
Texto II
O CVV — Centro de
Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil
sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública
Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e
prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam
conversar, sob total sigilo.
Realizamos
mais de um milhão de atendimentos anuais por aproximadamente
2.000 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal. Esses contatos
são feitos pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de
atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.
É
associado ao Befrienders Worldwide, entidade que congrega as instituições
congêneres de todo o mundo e participou da força tarefa que elaborou a
Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde.
Em setembro de 2015
iniciamos o atendimento pelo telefone 188, primeiro número sem custo de
ligação para prevenção do suicídio que, neste primeiro momento só funciona no
estado do Rio Grande do Sul, onde o 188 é operado pelo CVV em fase de
teste para ampliação a todo território nacional.
O
CVV desenvolve outras atividades relacionadas a apoio emocional além do
atendimento, com ações abertas à comunidade que estimulam o
autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo em todo o
Brasil. A instituição também mantém o Hospital Francisca Julia que atende
pessoas com transtornos mentais e dependência química em São José
dos CamposSP. http://www.cvv.org.br/cvv.php
Texto III
A
curta história de Ariele Vidal Farias integra um fenômeno crescente na cidade
de São Paulo: os casos de suicídio de jovens mulheres, com idade entre 15
e 34 anos. Mais velha de três irmãos, Ariele vivia com a mãe — os pais,
separados, mas de convivência amistosa, contam que nunca notaram sinais de
depressão na primogênita. Em março de 2014, ao voltar para casa à tarde,
após a escola, a irmã mais nova encontrou Ariele enforcada. Ela tinha 18 anos.
A família descobriria depois que a ex-escoteira treinara os nós a partir
de um livro, deixado fora do lugar, e até uma boneca foi encontrada nos
seus pertences com um laço no pescoço. Na carta de despedida, escreveu:
“Gente morta não decepciona ninguém”.
O
número de suicídios de mulheres de 15 a 34 anos na capital, que representava
20% do total nessa faixa em 2010, pulou para 25% quatro anos depois. De
acordo com o “Mapa da Violência — Os Jovens do Brasil”, estudo elaborado
pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), a taxa de
suicídio dos jovens em São Paulo aumentou 42% entre 2002 e 2012.
“Tenho
duas conjecturas para a decisão dela. Uma possível crise pela descoberta
da homossexualidade, ela tinha contado para uma tia que gostava de uma
menina, e o fato de ser muito exigente consigo mesma”, responde o pai de
Ariele, o oficial de justiça Ivo Oliveira Farias, 58. A filha se preparava
para seguir sua carreira. Dias depois do enterro, a família receberia
a notícia de que ela fora aprovada em direito.
Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/02/1742198-suicidio-de-jovensmulheres-avanca-em-sao-paulo.shtml
Texto IV

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